Diário Integral
Prólogo
Há muitos anos, escrevi este diário sem pensar que um dia o mostraria a alguém.
As páginas que aqui partilho não foram escritas para o mundo — foram escritas para mim, num tempo em que tudo parecia urgente, definitivo, absoluto.
Este não é um texto literário, nem uma tentativa de reconstruir o passado com palavras belas. É antes um registo fiel dos dias tal como os vivi, sentidos com a força bruta da adolescência.
Não corrigi nada. Não emendei. Não ocultei.
Decidi agora publicar estas páginas no seu estado original, com todos os erros, excessos e ingenuidades que lhes pertencem. Porque há uma honestidade nesses traços juvenis que merece sobreviver intacta.
Porque só enfrentando o que fomos é que compreendemos quem somos.
Este é o Diário em bruto.
Um espelho antigo — talvez embaciado, talvez partido — onde ainda me revejo, com espanto e com carinho.
Vamos em frente… DIA 1
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