Carta sem endereço...

Olá Dila,

Não sei se algum dia chegarás aqui.

Sinceramente nunca saberei.

Mas no fim, espero que sim, que estejas a ler estas linhas.

Para mim é importante. Tem a importância de uma promessa feita há décadas atrás.

Se chegaste até aqui, então vou considerar cumprida a minha promessa.

À data desta carta, ainda estou a começar a reescrita do ano de 1977. Faltam ainda dois anos. Muitas histórias para contar. Mais intensas.

O tempo é inexorável, não pára. Pelo meu lado não tenho pressa, tenho todo o tempo que a vida me conceder.

Não tenho nada que te pedir apenas para te dar, para te trazer memórias, recordações de um passado que já lá vai.

Para concluir: espero que sejas feliz e que te encontres bem.

Desejo-te longa vida em Paz e Serenidade.

O teu amigo do passado... no presente,

António

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