Não há solidão…
Não há solidão…
Quando sinto que estás do outro lado
desse mundo virtual que nos separa
sinto que não estou só
neste caminhar solitário
que trás de volta memórias
que julgava nunca iria partilhar.
Sinto um conforto
na tua presença… ausente
na tua voz… silenciada
sinto-me acompanhado
neste percurso inerte
de laborioso empenho
que é recuperar memórias
já esquecidas no tempo.
A tua presença
tal como uma aragem
numa noite de Verão escaldante
trás conforto e dá sentido
ás horas do silêncio
da noite… que se faz dia…
in “Lampejos”
por Castro Dias
Setembro de 2026
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