Carta 11
14/09/2026
Olá Dila
É com certo receio que te ofenda a linguagem desta publicação que te envio o texto (não o original).
Mesmo apesar de teres insistido em ler esta publicação, chamo a atenção para o facto que tive de cortar partes que não considero "próprias" para o blogue e que foram escritas por um adolescente embriagado pelas hormonas.
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 1977
Sábado e Domingo parecem ter passado por mim como se eu tivesse sofrido uma espécie de amnésia, como se quisesse não me lembrar do Natal. Talvez seja a melhor maneira de explicar o que este dia significa para mim.
O Natal é comemorado em todo o mundo e, para a maioria das pessoas, está ligado a uma data de nascimento. Para mim, não. O Natal marca sobretudo a aproximação do fim do ano, as férias, as prendas e tudo o mais que vem associado a estes dias. É uma data que se repete todos os anos, mas que não tem para mim o mesmo significado que parece ter para os outros.
Este Natal, porém, ficou marcado por outra razão.
Consegui ter a Lina junto de mim precisamente numa altura em que «alguém» não pretende os nossos encontros e em que, por isso mesmo, estar com ela é tão difícil. Talvez seja por isso que este Natal acabou por ganhar um significado que não esperava. Não foi a data em si que o tornou diferente, mas aquilo que consegui viver dentro dela.
Foram momentos intensos que eu não esperava. Quando nos encontramos ás escondidas dos outros ela disse-me que não podíamos ser vistos por ninguém e que por isso tinha encontrado uma maneira de podermos estar juntos sem ninguém saber.
Fiquei feliz por saber que ela procurava o mesmo que eu, estarmos juntos.
Fomos a casa de uma amiga dela que já nos esperava com um sorriso estranho nos lábios. Entramos e ela disse à Lina que tínhamos a tarde por nossa conta. Não percebi muito bem o que ela queria dizer com isso, mas também não me esforcei por saber.
Quando ficamos sós a Lina aconchegou-se a mim no sofá da sala onde me havia sentado. Agarrou-me e prendeu-me com um longo e lascivo beijo… A sua língua fez coisas que nunca havia imaginado ser possível. O tempo deixou de significar nada.
Entrelaçados um no outro, ela sentou-se no meu colo, de frente para mim, beijando-me ainda mais intensamente como se isso ainda fosse possível. Senti-me zonzo, hipnotizado pela intensidade do momento.
Ela desabotoou a blusa mostrando os seus fartos seios por detrás do sutiã. Fiquei de olhos esbugalhados e ela num movimento puxou-me para os seus seios e enterrou-me a face neles. Mal respirava… e ela arfava.
Num movimento de que não me apercebi retirou o sutiã e empurrou-me a boca para um mamilo rosado. Beijei… e chupei… ela começou a gemer. Eu estava perdido, não sabia o que fazer… mas ela parecia saber.
Saiu de cima de mim, sem me largar, pegou-me na mão e colocou-a por debaixo da sua saia. Tudo isto estava a acontecer de forma estonteante, faltava-me o ar. Levou-me a mão ao longo da sua coxa empurrando-a mais para cima.. e mais ainda, até que… encontrei um tufo de pelos húmidos… continuou a empurrar a mão ainda mais… "mete um dedo", disse.
Senti-me como um escravo nas mãos dela. Cumpriria todas as ordens que ela me desse… e deu… Primeiro um dedo, depois dois e ela gemia e contorcia-se em movimentos ritmados. Eu, perdido naquele momento de volúpia feroz, entre passar a língua e chupar nos mamilos hirtos estava prestes a explodir quando um ruido no exterior nos despertou daquele momento mágico.
Ela vestiu-se rapidamente, eu compus-me e nesse momento entrou a colega esbaforida, olhou para nós aterrorizada, dizendo que a mãe dela estava a chegar. Num ápice saímos porta fora e antes de seguirmos cada um o seu caminho ela disse "Na próxima vez acabamos" e depois cada um seguiu para o seu lado.
Fiquei preso naquelas palavras sem perceber muito bem o que íamos acabar... procurei não pensar muito nisso.
Nesse dia terei dado um novo passo?
Só amanhã saberei se foi um passo firme ou se foi um passo em falso. Há qualquer coisa de incerto nisso, porque só o tempo poderá mostrar-me o verdadeiro significado do que aconteceu.
Talvez seja isso que tornou esse dia tão diferente de todos quanto havia experienciado. Não foi apenas o facto de conseguir vê-la... tê-la... quase possuí-la. Foi também aquilo que aprendi, senti e vivenciei nesse encontro.
Aprendi que só há confiança quando ela se propaga aos dois. Aqui terá sido mesmo confiança ou mero prazer animal?
Uma confiança que existe apenas de um lado não chega. Para ser verdadeira, precisa de encontrar no outro a mesma disposição para acreditar, para confiar, para continuar. E talvez este novo passo seja precisamente isso, perceber que uma relação não se constrói apenas com aquilo que cada um sente sozinho, mas com aquilo que os dois conseguem partilhar para além dos lugares comuns do namoro.
Só amanhã saberei se foi um passo em frente ou se pisei em falso.
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Peço desculpa pela linguagem. Entretanto fico a aguardar o teu comentário.
António
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