Com a cabeça… no espaço

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 1978

Há já alguns dias que ando debruçado sobre o estudo de uma fotografia de um objecto estranho.

Há qualquer coisa naquela imagem que me prende a atenção, em especial um sinal que aparece na parte inferior. Quanto mais olho para a fotografia, mais vontade tenho de perceber o que poderá estar por detrás daquilo que vejo.

Tenho tentado estabelecer uma ligação com o zodíaco e, nesse caminho, deparei-me com duas incógnitas que ainda não consegui resolver.

Comecei então a fazer contas.

Tiro a latitude e a longitude do local onde o objecto foi observado e comparo-as com os dados relativos aos astros que estou a estudar. As distâncias a que chego são assombrosas e levam-me a pensar na possibilidade de uma nave poder vir de Pisces, a uma distância de cento e cinquenta ou duzentos anos-luz.

Depois faço os cálculos relativos à velocidade que seria necessária para percorrer uma distância dessas no tempo que imagino.

Os números são enormes.

Chego a valores que me deixam quase sem palavras. Penso naquilo e só consigo concluir que, se uma nave viesse de tão longe, teria de se deslocar a uma velocidade extraordinária.

E é precisamente aí que paro.

Tal velocidade, francamente…

Continuo, no entanto, a pensar no assunto. Não consigo simplesmente deixar a fotografia de lado quando há ainda perguntas para as quais não encontrei resposta.

Talvez seja isso que mais me atrai nestas coisas. A possibilidade de existir uma explicação para aquilo que ainda não compreendo.

Hoje, pelo menos, a minha cabeça está longe daqui.

Está no espaço.


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