O despontar de uma nova alvorada
Sexta-feira, 14 de Julho de 1978
Acordei depois de um sonho, ainda tonto e com o corpo dormente. Sinto como se o dia estivesse a começar de uma maneira diferente, cheio de coisas que ainda não sei o que serão. Lá fora, a natureza parece acordar comigo e tudo se transforma numa espécie de música.
O despontar de uma nova alvorada
Sonhei e agora estou acordado e tonto
O meu corpo ainda dormente
Recusa-se a obedecer aos impulsos do cérebro
Não acreditando ainda nas delícias do despertar
Na expectativa de um dia
Cheio de surpresas e de percalços inesperados
Esse dia chegou, sorridente, mas não definido
A aurora foi divinal com o sussurro do vento
O despertar sonoro das aves
O espreguiçar das fontes
E o despontar do dia
No meio de uma orquestra celestial
Acompanhada do coro da natureza
Sou o maestro
Que dirige a sinfonia mais bela do universo
Com movimentos suaves e lentos
Deixo a batuta como que a saborear o ar
Dançando levemente
Como uma pena levada pelo vento
Danton Von Iasa
Talvez tenha sido isto que tornou esta manhã diferente. Por alguns momentos senti que sou eu quem dirige esta música toda, como se a natureza estivesse a tocar para mim. O dia ainda não estáva definido, mas começava com uma sensação de liberdade e de beleza que quero guardar.

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