Tu e eu contra o mundo

 

Domingo, 16 de Julho de 1978

Hoje voltei a escrever sobre aquilo que tantas vezes me passa pela cabeça. A ideia de duas pessoas poderem compreender-se contra tudo o que as rodeia, como se bastasse essa compreensão para tornar o resto menos importante.

Foi daí que nasceu este poema.

Tu e eu contra o mundo

Tu, eu e o discurso
De que serve o discurso
Se não nos ensina o que não sabemos
Porquê aplaudir o discurso se não o compreendemos?
Se o discurso não está ao nosso alcance
Porquê então ouvi-lo?
Tu e eu, só nós dois sabemos o que queremos
E nos compreendemos
Esta aliança até á morte
Deu-nos força, tu e eu
Para combatermos o mal que nos é comum
Mal que nos separa por um profundo abismo
Porém a nossa vida tem um fim
Romper com todas as barreiras
E realizar-se a si própria
Ainda que
Para atingirmos o auge da nossa jornada
Nos tenhamos de precaver
Contra a injustiça da humanidade
Tu e eu contra o mundo

Danton Von Iasa

Agora que releio o que escrevi, acho que a última frase é marcante. Talvez porque diga muito em poucas palavras. O resto, talvez o próprio tempo me ajude a perceber melhor.



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