Um domingo como tantos outros
← Folha Anterior | Índice | Folha Seguinte →
Domingo, 8 de Maio de 1977
Levantei-me cedo, como é costume aos domingos.
Depois do pequeno-almoço estive um bom bocado à conversa com o Manel.
Falámos de várias coisas. Das actividades do DIFI, da escola, de alguns colegas e de pequenos assuntos sem grande importância. Foi uma conversa simples, daquelas que acontecem naturalmente quando não há pressa de chegar a lado nenhum.
Agradeço, sem o dizer, haver ainda pessoas com quem o silêncio não pesa.
Li um pouco até à hora do almoço.
A tarde começou devagar.
Vi um pouco de televisão e, à hora combinada, fui para o DIFI.
Passámos grande parte da tarde a preparar o material para a exposição. Cada um ocupava-se daquilo que lhe competia e, pouco a pouco, tudo ia tomando forma. Gosto destes trabalhos em conjunto. Há sempre conversa, algumas brincadeiras e aquela sensação de que todos contribuem para o mesmo objectivo.
Ao fim da tarde reunimo-nos para discutir a entrada de um novo elemento no grupo.
A reunião terminou por volta das sete e meia. Os outros foram saindo, mas eu ainda fiquei mais algum tempo. Acabei algumas pequenas tarefas que tinham ficado por fazer e só saí perto das oito e um quarto.
Regressei a casa.
Jantei com a família e depois vi um pouco de televisão.
Foi um domingo tranquilo.
Há dias assim.
Dias em que nada parece digno de memória e, no entanto, acabam por nos fazer bem precisamente por isso.
Talvez seja nos dias mais simples que a vida nos concede algum descanso.
Nem sempre é preciso procurar grandes acontecimentos para sentir que o tempo passou com sentido.
Hoje bastou-me a serenidade de um domingo igual a tantos outros.
Amanhã tudo recomeça.
Comentários
Enviar um comentário