Vingança — O lado sombrio da consciência
Domingo, 25 de Junho de 1978
Falando de vingança
Da vingança que faz perder um homem
Julgo ser um dos muitos actos
Errados da consciência
Todo o homem possuído pelo ódio
O seu subconsciente
É impedido de exercer
A função de deter
Uma infinidade de actos
O homem é um ser muito complexo
Como se de um puzzle se tratasse
Há, pois, que tratá-lo
O homem é possuído
De certos dons
Comuns a todos os homens
Porém os seus sentimentos
E os seus actos
Não são concordantes
Os homens divergem
Na proporção de um para dois
O seu corpo físico e a consciência
Aproximamo-nos
E separamo-nos
Fiquei a pensar na vingança depois de escrever isto. Não sei se uma pessoa se consegue controlar quando está mesmo cheia de ódio. Talvez diga que não faria certas coisas, mas nunca sei como reagiria se estivesse nessa situação.
Também não sei muito bem o que quis dizer com o homem ser um puzzle. Mas gosto da comparação. Às vezes nem eu próprio me entendo. Penso uma coisa e faço outra, ou arrependo-me depois de ter feito aquilo que antes parecia certo.
Talvez seja isso que me intriga mais nas pessoas. Nunca sabemos completamente o que vai dentro delas. E talvez elas também não saibam.
Escrevi que nos aproximamos e nos separamos. É uma coisa que acontece tantas vezes que até parece normal. Mas não devia ser.
Talvez o pior seja quando nos afastamos de alguém e já não sabemos como voltar atrás.
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